sábado, 19 de julho de 2008

saudades!

Hoje meu pai estaria completando 77 anos, mas desde 2004 não comemoramos mais juntos! Infelizmente!!! Sinto muito a sua falta, que sempre foi meu modelo, meu companheiro, meu conselheiro, meu exemplo. Sou a filha mais velha e, quando nasci, ele já tinha 40 anos! Mesmo assim, e talvez por isso, foi um paizão!
Chega a ser curioso, mas é ele o modelo que tento seguir com meus filhos! Tento ser com eles como meu pai foi comigo: companheiro, ouvinte, amigo. Sempre uma palavra sábia, um gesto carinhoso, uma alegria contagiante... E ele deixava transparecer a todo momento que se sentia realizado pelos filhos que tinha. Mesmo quando endurecia - pais precisam ser firmes, eu sentia seu amor.
Costumo dizer que tem dois tipos de amor: o amor que acolhe e o amor que afasta. Meu pai é um dos melhores exemplos que tenho do amor que acolhe, aquele que aceita, ouve, compreende. Bem diferente do amor que afasta, cheio de cobranças, julgamentos, lamúrias e que incute a culpa.
Sei que não devia, mas fico muito triste quando vejo fotos do meu pai. Sinto falta do seu colo, do seu cafuné, do seu abraço apertado e de andar de mãos dadas com ele. Do seu sorriso, dos seus conselhos e dos seus lindos olhos azuis. A partida de meu pai não foi tranqüila, seus últimos dias foram na frieza de uma UTI. Também por isso me emociona tanto a sua ausência. Quem sempre deu tanto amor, estava sozinho nos seus últimos momentos. E eu estava longe. Estas lembranças me tocam demais. Outra herança de meu pai, italiano emotivo, passional, que desde pequena me dizia: "Homem chora, sim, minha filha!". E eu acredito, porque o vi chorando várias vezes: de alegria, de tristeza, de indignação, de contentamento. E é uma mistura desses sentimentos que me fazem chorar agora!

O menorzinho, pouco tempo depois perdeu seu trono de caçula, quando nasceu mais um irmão. Dos meus tios, a única viva é a mais nova das meninas: tia Elvira, que não vejo faz tempo. Ela mora em Santiago, Chile, há mais de 40 anos


Uma das paixões de meu pai. Ele foi jóquei, e de sucesso! Ganhou vários prêmios e se orgulhava disso!!!



Quantos anos ele devia ter? 18? 20? Ele me disse uma vez, mas não consigo lembrar...


Numa época que nem se sonhava com videokê, o festeiro se divertia cantando um tango. Ele casou tarde, e até encontrar minha mãe foi do tipo 'bon vivant'


Que falta você me faz, seu Ary Giannini!!!!


Até mais!!!

17 comentários:

Regiane Ivanski disse...

Oi Carolina
Que homenagem mais linda...emocionante!
Também perdi meu pai e imagino sua saudade.
Bom final de semana!
Beijos
Regiane

Regiane Ivanski disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
angela disse...

muito lindo o seu pai viu...bj

Lú! disse...

Ah...que texto mais lindo, e emocionante...
Imagino a falta que ele te faz, mais o melhor de tudo, é que vc só tem boas lembranças com ele!
As fotos estão maravilhosas...
Bjinhos da Lú
:O)

Sheila disse...

Que post lindo Carol! a saudade realmente é a dor que mais dói.Mas é maravilhoso só ter boas lembranças. Beijos

Erika disse...

Carol querida!!
Também sei o que é "perder" um referencial. Minha mãe nos deixou há 7 anos, com 56 anos.Linda de viver, chiquérrima e uma presença IMPORTANTÍSSIMA em nossas vidas.
O engraçado que perece que herdei essa função dela: cuidar da família, mentê-la unida e amiga. E tenho conseguido, graças à Deus.
Como o pároco aqui da minha igreja diz: saudade é saudável!
É, pode ser. Mas de vez em quando, dói!
Beijo grande

patricia dias disse...

Oi querida,

Linda homenagem!!!Mas a saudade dói demais, não? Pega as fotos e faz um álbum bem bonito. Comigo funcinou, é meio terapeutico...

boa semana,

bjos,

Marina disse...

Carolina, nem quero imaginar a falta que sentirei do meu! Fiquei muito emocionada com o seu post de homenagem a ele! Beijos

margaret disse...

Estava olhando alguns blogs e me deparei com o seu. Que linda essa sua homenagem ao seu pai. Palavras lindas com tanto sentimento e que emocionam.
beijos para vc.

Georgia Visacri disse...

Carol, estou emocionada com as suas palavras, de verdade e posso imaginar como você se sente. Olhando as fotos do seu pai dá para sentir que ele amou a vida e foi uma pessoa feliz. Saudade dói mas é boa de sentir: a gente só sente falta daquilo que valeu!
E essas fotos que você tem dele, guarda com carinho, são verdadeiras jóias!
bju grande

A-N-A disse...

Carol que homenagem mais linda e tenho certeza que ele está feliz por ter cumprido o papel mais importante que cabe a um homem: ser um bom pai.
Lindo ele! Assim a Laura diz do pai dela e serve para o seu também.
Amei seu comentário no meu blog, vc é uma daquelas amigas virtuais que sonho em conhecer pessoalmente.
Um bj

disse...

Foi um grande homem e deixou fortes marcas.
Um beijos,

Carol Villaça disse...

Carol que linda essa homenagem....
bjusssss

kaká disse...

Que lindo....bela homenagem...

Tati Alves disse...

Que linda homenagem Carol !
Saudade tao pura de um amor tao grande... Nao tem como nao apertar o coracao quando vemos as fotos ou o pensamento voa longe atras de um momento que nao volta mais... Mas so sentimos esta dor por termos vividos tanto amor !
Fica com Deus !
Beijocas com saudades !!!

Naja Comunicação disse...

Grande seu Ary!! Figuraça, sempre de bem com a vida, sorrindo!! Faz muita falta sua alegria em nossos natais...
Cozinheiro de mão cheia, como eram boas as carnes que ele fazia!!! Bom, o andar de cima deve estar mais animado desde a sua chegada, com certeza!!

Audrin De Boni disse...

Lindo depoimento... Fiquei emocionado quando li. meu pai também é um homem incrível.
Adorei os teus trabalhos, tens muito bom gosto e criatividade, mas resolvi postar meu comentário aqui porque adorei o teu texto. Esta homenagem chegou a ele, podes ter certeza!!!
Abração.
Obs.: Achei teu blog através do da Thama Otsu
Audrin De Boni